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Estudante de jornalismo, apaixonado por Chicklit, música, seriados e devaneios.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Essas músicas que marcam

Uma coisa que marca demais minhas relações é a música. Pra cada relação que eu tenho, sempre há uma música específica que se torna a trilha sonora. E é qualquer relação mesmo.

Meu último relacionamento amoroso durou 1 ano e 3 meses. Pra falar a verdade, eu nunca achei que fosse chegar a tanto tempo, tendo em vista o tipo de relação que tínhamos. Uma música que marcou muito esse namoro foi “World in Flames”, da fantástica In This Moment, uma banda estadunidense de metalcore conhecida principalmente pela voz indescritível da vocalista Maria Brink, que alterna entre gritos e o canto limpo.

Sempre que um relacionamento acaba, seja ele de amizade, de amor ou de qualquer coisa, eu demoro muito pra escutar outra vez a música que marcou. Talvez para não reviver sentimentos ruins, talvez para não acordar outros piores. No entanto, uma hora eu tenho que escutar.

Esses dias passados, escutei “World in Flames” achando que de repente aconteceria alguma coisa. Veja bem, o namoro não terminou em tragédia, nem nada. Terminou porque tinha de terminar. Os problemas já haviam tomado proporções enormes e ambos os lados estavam saturados. O lance foi o pós-término. Aconteceu algo que me deixou com muito, muito ódio. Os sentimentos ruins começaram aí. Eles não demoraram a se dissipar, mas, ainda assim, eu tive medo de que quando eu escutasse a música do In This Moment aquele ódio (ou parte dele) voltasse.

Tirei a prova. Não voltou. Na verdade, eu senti absolutamente nada. O que reduz tudo aquilo a um mínimo bastante agradável. E o que prova pra mim mais uma vez que tudo passa e as coisas se tornam realmente insignificantes.

♫ The Only One - Evanescence

- 23:57h

Lohan;

segunda-feira, 4 de julho de 2011

When have I come so undone?


I used to think I was a slave to the dark and, despite everything I’ve done before, It wouldn't've helped if you’d waited for me. I know I'm not a saint, everyone can see it, but every single day those dark thoughts come again; the dawn is when it starts. It’s like a shadow of my own oblivion and I can’t see mercy’s face.
I’m frozen in time, yearning forbidden wishes. I’m so damned with all those scars of my broken kisses. Completely weary deep inside. It seems like tomorrow is blind and all I can wait for is an eternal night.
It’s been a long time since the wind took me away from you, but now my sins are fading into view, no matter the next morning light. Although I’m alone right now, I hope someday, on the road to your own perdition, I may see you again in the same coal-blackened rain I was yesterday.
I know you can see me right here and I know you’re glad to see I'm dying in every single dawn. But it’s ok, just take my longings and believe them all. Light a forever-burning candle if you do it because you’ve always known I breathe love.
Right now the magic seems so far... I don't wanna be here, but there are things I’ve got to know while my blood is running. I need to leave this unforgiven place, be healed by the sun.
Think of me and light a way for me to walk on from the ashes to the sky, burn all the thorns in the roses I have, so that I can think about hold on them again. Trust me, I know I'm right even I’ve gone too far.
Leave everything where you are.

- 5:13

Lohan;

terça-feira, 28 de junho de 2011

Para amar não há condições, há barreiras.

Ninguém pode controlar o amor.
A gente gosta de alguém por causa de coisas inexplicáveis que a pessoa tem e a gente vê; porém, somadas a essas coisas, há outras condições que não nos servem, que não apreciamos - e mesmo que odiamos. E nem sempre vemos essas condições. Ou tentamos ignorá-las, uma vez na busca desenfreada por amar, ouvir sinos tocando, ter estrelas nos olhos e um corpo nas mãos.
Difícil mesmo é conseguir separar umas condições das outras e saber se o tipo de "amor" que o outro oferece é o que nos serve. Porque sim, há qualidades de "amor" e, por mais lindo que este seja, é melhor que se abra mão dele antes que o mesmo se transforme numa cadeia emocional seríssima de onde não sairemos senão cheios das marcas das torturas físicas e emocionais.
Something like... O outro está disposto a te dar amor, mas o tipo do amor que ele vai te dar é o que serve pra você?
Saber disso é uma necessidade primordial. O desespero de ser sozinho, de estar socialmente "sem par" faz com que as pessoas se lancem em amores que não tem a menor chance de dar certo e todas as chances de dar bastante errado.
O outro não pode se transformar por que você quer, nem pela ação da sua vontade; ele simplesmente é o que é, just like you. A atitude de tentar modificar sua personalidade para agradar o outro também costuma resultar em desastres de proporções inimagináveis, verdadeiros hectatombes emocionais. Um dia tudo que ficou represado arrebenta em avalanches de arrependimento, em enchentes de culpa, terremotos de ira, tsunamis de lágrimas. E não adianta mais nada se já for tarde demais para que a sua vida volte, sem crateras descomunais, ao seu próprio rumo.
Os opostos se atraem, mas só os iguais conseguem coexistir pacificamente SE fizerem pequenas e leves concessões, capazes de ajustar, mas não modificar a rota pessoal, que como o próprio nome afirma, é individual, única e traçada apenas pela pessoa.
E quando acaba... Quando um desses “amores” acaba é uma coisa terrível, fétido como as rosas que, tendo sido perfumadas no momento em que nos são presenteadas, após algum tempo, caso não tenhamos o bom senso de jogar fora, passam a empestear todo o ambiente. A gente ama e constrói os mais belos castelos, aí o amor acaba e você tem que recolher todas as suas peças, uma por uma, em geral na maior solidão.
Por que tem que ser assim? A gente poderia se entregar menos, não confiar inteiramente, já que em geral o amor se acaba primeiro de um lado e, havendo raízes no outro, causa danos irreparáveis.
Sejamos objetivos, então:
Não é pra entregar o coração todo. Não é pra mergulhar de cabeça no mar de prazer, não é pra descobrir que um beijo num lugar determinado da nuca provoca um arrepio sensual, não é para deixar que a língua passeie lentamente sobre a pele, não é para ouvir a mesma música mil vezes e todas as vezes sentir uma alegria irresponsável, não é pra deitar no peito e ouvir o coração bater como se fosse música, não é pra mergulhar tão fundo nos lábios do outro até não se saber mais onde está, não é pra dizer "sempre", "pra sempre", "eternamente", não é pra dizer "sou seu" ou "sou sua". Não é, não é, não é!
No entanto, segurança é coisa que nenhum amor promove, que nenhuma paixão contém. Se for seguro, já não é amor. Proponho que os mistérios íntimos e pessoais não sejam revelados por razões diferentes de segurança, seria mais por pudor, na verdade; mas o amor é físico, a paixão é humana. E se a gente não viver, pelo menos uma vez, uma paixão, um amor, tanto carnal quanto passional, não pode dizer que viveu, não é? É como passar a vida vegetando entre as coisas seguras e inócuas. Não tem lembranças, não tem base emocional, não tem nada.

PS. Pelo amor de Deus, não vem ninguém dizendo "ah, o amor é outra coisa, e é lindo e bla bla bla" stuff.


♫ Try Again - Aaliyah

- 22:21

Lohan;

domingo, 12 de junho de 2011

The great "big" love

I don’t know if what I heard yesterday is true, but I’m gonna write as if it is.
I think everyone has a great “big”* love in life. I mean, you can date, you can love and even be in love with someone, but there’s one person who touches you so deeply that whoever crosses your life after it, is just another one (and of course that person can be loved, but just when you’re together).
Eventually, a relationship ends up and when you're alone (or not) that great and old love walks through your mind. I guess everyone knows what I'm talking about. And if you don’t know, you probably will.
Today I met a mutual friend and she told me you’re with your ex. I don’t know if it's true, but I don’t think she has any reasons to lie. It might be that kind of specific information for a specific recipient; in this case, me. Who the fuck knows? What I do know is that: if it’s true, I admire you. Honestly. I'm sure you have the balls. I mean, coming back to him after all he did to you? Because, according to yourself, hell was better than what you lived while you guys were dating. And I always thought he had been your greatest “big” love, actually. Not only for the things you - intentionally or not – said to me, but for your attitudes while WE were dating.
We loved each other. These past sentences always come in the present, you know? And right now, we know that our love is gone just like the memories, which are going either. I don’t want to keep them, the memories. Unfortunately, most of them are bad. We had our good moments, but the bad ones overlapped them at all.
I'm not mad at you, and frankly, I wish you all the best. Since things remain that way, I want you to be truly happy.
A great “big” love stays within us for an entire life (or more than one). And unfortunately, it’s rare when you are the beloved one of your greatest love. Most of time, he’s the one who broke your heart in countless pieces. After the rage of having your heart broken, comes peace; all that remains are the good memories of a time when you were happy.
Today I remember the moments I had with my great "big" love with a couple of sad smiles which are attached to my persona. I don’t need to be with him to be happy. But I admire you for doing it.
You know, before I open this notebook to write down, my hands were shaking ... I was shivering. You know, when words are popping into my brain, it sends them to my fingers and everything just needs to be written. But it took me a long time to do it, so, all I had to write, in some way, just vanished. Now it’s just a simple and clean letter. Because right now, I feel simple and clean.


* "Big" love is an alusion for Carrie Bradshaw's "Big" - love.


♫ Sleepwalking Past Hope - H.I.M.

- 16:52

Lohan;

terça-feira, 17 de maio de 2011

Uns Zumbis que às vezes voltam

"Namorado não presta. Só presta enquanto está namorando porque quando acaba, acaba tudo: o amor, a amizade, o carinho(...)".

Pois é, eu escutei isso de alguém que namorei.
Primeiro, acho que devo dizer que o termo certo seria "ex-namorado", vez que o namorado só não presta quando o namoro acaba, o tornando assim, ex-namorado. :)
Afirmação mais que peremptória, pra falar a verdade; recheada da lógica mais irrefutável. Só posso falar da minha experiência, certo? Então a minha opinião não corresponde necessariamente à verdade universal, só à minha.
Ex-namorados são como zumbis inoportunos. Levantam-se impunemente dos seus túmulos para nos assombrar. E não precisa ser algo físico - e na maioria das vezes não é.
O ideal é que, ao perceber que é impossível manter o relacionamento, proceda-se a remoção do parceiro antes de qualquer infausto evento, o que quer dizer que é melhor classificar de "ficada breve", "amor de verão" e relacionados, qualquer amor de origem fútil.
Se o relacionamento se aprofundar ao patamar de "namoro", se o ficante eventual se elevar à condição de namorado, é necessário lembrar que uma vez ex, ele deve ser impreterivelmente lançado ao limbo infecto do esquecimento e da indiferença, inexoravelmente condenado ao pântano fétido onde vagam os zumbis. Porque sim, existem boas lembranças, momentos felizes, mas, na maioria das vezes, os relacionamentos não acabam com um "Oh, meu amor, melhor sermos somente amigos". E se acabam dessa maneira ilusória, certamente a outra pessoa não sente o mesmo. O que eu sempre vejo mundo à fora são uns "Seu filho da puta, por que você me traiu?" ou "Não quero mais te ver, canalha!". Portanto, sim! Eu tenho de concordar com a afirmação que introduziu o assunto.
Lógico que vale lembrar que essa é uma linha de pensamento minha (e de algumas pessoas que concordam comigo, claro). Ainda assim, da mesma forma, é necessário lembrar que, como todas as regras, essa também pode ter suas exceções.

PS. É evidente que o que for masculino no texto deve-se ler como feminino também.

♫ Stranger - Hilary Duff

- 23:54h

Lohan;

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Efêmero como uma rosa

Hoje aconteceu algo que mexeu minhas engrenagens cerebrais.
Eu fico impressionado com a rapidez que as coisas acontecem nesses romances de hoje em dia. A efemeridade dos sentimentos é absurda. Tudo bem, eu sou uma pessoa romântica e tal, mas já me convenci que a estória de Romeu e Julieta só é assim, esse clássico, porque os dois morreram. Minha tia costuma dizer (mais ou menos nessas palavras) que se o amor dos dois não tivesse sido perpetuado pela morte, certamente hoje dia Romeu seria um beberrão barrigudo e Julieta uma dona de casa com uma penca de crianças na barra da saia. Shakespeare que me desculpe, mas é verdade. Eu demorei pra aceitar isso, mas hoje é tão verdade que não vale a pena nem gastar tempo pensando nas probabilidades de não ser.
Lógico que os bons romances existem e estão por aí, meio escondidos. Believe me, se eu tivesse um romance assim, hoje ele estaria muito bem escondido. Acredito em soulmates sim, mas não na perfeição da relação, afinal todo mundo tem defeitos. De qualquer forma, estou me desviando do assunto que eu realmente queria abordar que é a fucking efemeridade.
Tudo bem, compreende-se que o amor pode ser tão efêmero como uma rosa. A pungente beleza, uma vez colhida, se tornará fétida, engelhada; e o magnífico vermelho-sangue, tomará a cor do sangue coagulado.
O único problema é que isso não deveria ser uma constante. Entendo que o mundo é rápido e as coisas ficam cada vez mais urgentes, mas o sentimento é algo que deveria frear tudo isso. Ou ao menos, deveria ser essa a válvula de escape dessa pressa que o mundo tem.
Eu já tive as minhas muitas experiências, então a maioria das coisas que escrevo aqui é proveniente dos episódios da minha vida. E já que não se pode mudar isso tudo e que a tendência é essa, procurar o amor incansavelmente, fico apenas com a memória. Porque, né? Ao menos nos foi dada a memória para que tenhamos rosas no inverno, assim, a memória que guardamos das rosas deve nos dizer que, se merecemos estas rosas, é porque somos capazes, e que, se elas fanam, é que é de sua natureza volátil fenecer.
Então, até que plantemos estas rosas e saibamos nos conter para deixá-las na roseira, exibindo sua beleza efêmera, guardemos a memória das rosas colhidas e fanadas, do mesmo modo que guardamos o perfume dos amores que perdemos ao longo desta vida breve.
O meu jardim de rosas ainda continua com suas rosas fétidas, mas mesmo assim, me vejo capaz apenas de lembrá-las com carinho dos tempos bons de colheita, em que elas eram de uma beleza estonteante.
Vivam, pessoas.



♫ Paradise Circus - Massive Attack

- 23:03h

Lohan;