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Estudante de jornalismo, apaixonado por Chicklit, música, seriados e devaneios.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Essas músicas que marcam

Uma coisa que marca demais minhas relações é a música. Pra cada relação que eu tenho, sempre há uma música específica que se torna a trilha sonora. E é qualquer relação mesmo.

Meu último relacionamento amoroso durou 1 ano e 3 meses. Pra falar a verdade, eu nunca achei que fosse chegar a tanto tempo, tendo em vista o tipo de relação que tínhamos. Uma música que marcou muito esse namoro foi “World in Flames”, da fantástica In This Moment, uma banda estadunidense de metalcore conhecida principalmente pela voz indescritível da vocalista Maria Brink, que alterna entre gritos e o canto limpo.

Sempre que um relacionamento acaba, seja ele de amizade, de amor ou de qualquer coisa, eu demoro muito pra escutar outra vez a música que marcou. Talvez para não reviver sentimentos ruins, talvez para não acordar outros piores. No entanto, uma hora eu tenho que escutar.

Esses dias passados, escutei “World in Flames” achando que de repente aconteceria alguma coisa. Veja bem, o namoro não terminou em tragédia, nem nada. Terminou porque tinha de terminar. Os problemas já haviam tomado proporções enormes e ambos os lados estavam saturados. O lance foi o pós-término. Aconteceu algo que me deixou com muito, muito ódio. Os sentimentos ruins começaram aí. Eles não demoraram a se dissipar, mas, ainda assim, eu tive medo de que quando eu escutasse a música do In This Moment aquele ódio (ou parte dele) voltasse.

Tirei a prova. Não voltou. Na verdade, eu senti absolutamente nada. O que reduz tudo aquilo a um mínimo bastante agradável. E o que prova pra mim mais uma vez que tudo passa e as coisas se tornam realmente insignificantes.

♫ The Only One - Evanescence

- 23:57h

Lohan;

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Amy Winehouse não morreu de overdose

Hoje li uma matéria na Folha Ilustrada sobre a autópsia do corpo da Amy Winehouse. Os testes toxicológicos realizados no corpo dela após a autópsia não apontaram o uso de drogas ilegais no dia em que ela morreu.

Embora a causa da morte ainda não tenha sido determinada, as informações publicadas nos tablóides britânicos de que, na noite anterior a sua morte, Amy tinha comprado cerca de R$ 3 mil em drogas é falsa. E eu sabia que era.

Pelo que tudo indicava, Amy estava feliz com o noivo e tinha realmente parado de beber. Por isso que eu ainda acho que a família da cantora está certa: Amy morreu em decorrência a abstinência do álcool, já que ela havia parado de beber três semanas antes do episódio fatídico.

A situação se assemelha com a morte de Maysa. Embora ela tenha morrido de acidente de carro, na época, a imprensa em peso havia dito que o acidente na Ponte Rio-Niterói, em 1977, tinha sido causado devido à embriaguez da cantora. Mentira. Maysa estava sóbria e já não bebia desde que, em procedimento cirúrgico, introduziu uma pastilha de Antabuse sob a pélvis. Lógico que não eram poucos os que diziam ter não só visto Maysa bêbada depois do procedimento, como também bebido com ela. Assim como não foram poucos os que disseram ser uma overdose a causa da morte da Amy.

Abutres.

♫ Demais - Maysa

-21:35

Lohan;

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tributo à Amy Winehouse

Quando vi “Black Amy” se apresentando no Coverama 2009 já fiquei extasiado. Joice Gonçalves, vocalista da banda, tem a voz linda e muito parecida com a da Amy. Porque, a meu ver, o grande diferencial da Amy não era somente a voz, mas também o fato de uma mulher branca ser dona de uma voz tão black. Pra mim foi isso que realmente chamou atenção dos produtores musicais e posteriormente da mídia. E, claro, com o passar do tempo nem era mais a voz arrebatadora da Amy que a colocava nas manchetes, era seu estilo de vida. Joice Gonçalves tem uma voz maravilhosa e a apresentação dela é praticamente o “I told you I was trouble: Live in London”.

Nesse último sábado 20, o Suburbia foi palco do Tributo à Amy Winehouse que teve como atração principal a banda cover “Black Amy”. O show foi maravilhoso e, sinceramente, se todo fim de semana a banda se apresentasse, todo fim de semana eu estaria lá.

Cheguei ao Suburbia por volta da 22:30h porque até ás 23h mulher entrava de graça, então minha amigas enlouqueceram e me obrigaram a chegar lá antes do horário. Tudo bem, foi ótimo. :) Quando chegamos lá ainda estava tocando qualquer DVD no telão. Por volta de meia noite e meia, a banda “Inversão” subiu ao palco e cantou umas músicas do pop rock nacional e internacional. Eu nem gosto muito, mas a banda ganhou meu respeito quando tocou “Wicked game”, do Chris Isaak. Eu sou apaixonado por essa música na versão do H.I.M., então eles me conquistaram. Curti o show inteiro, mas eu tava mesmo ansioso pra Amy.

Duas da manhã “Black Amy” já estava tocando e eu já estava absolutamente louco, cantando mais alto que a própria vocalista. Sim, eu gritava, e cantava, e pulava... E não era o único. Joice era Amy Winehouse no palco, com vodka no chão - ao lado do microfone -, com roupa e penteado iguais aos da cantora. Não sei a sequência das músicas, mas ela cantou praticamente o “Back to Black” e o “Frank” inteiros. E houve umas muitas saideiras porque, duas horas de show depois, a vocalista, assim com Amy, já estava bêbada, e só queria cantar mais e mais. Até o marido dela, tecladista da banda, tomar o microfone dela e a tirar do palco, sob protestos dela e dos fãs. Absolutamente Amy Winehouse.



Eu me diverti bastante na madrugada do sábado e pude relembrar a Amy de forma mais intensa ouvindo ao vivo uma voz e performance tão parecidas com as dela. Espero poder ir a mais alguns shows da “Black Amy” porque está absolutamente aprovada.




Um pedacinho da apresentação da "Black Amy" no Coverama 2009.



♫ Valerie - Amy Winehouse

-22:37h

Lohan;

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

What Lies Beneath Tour 2011


Demorei muito pra escrever sobre o show do meu ídolo mor, Tarja Turunen, em Brasília. Mas cá estou, dizendo logo que o show foi, sem dúvida, inesquecível.

Bom, pra quem não sabe, a Tarja liderou por nove anos a banda Nightwish e lançou com eles cinco CDs. Em 2005, Tarja foi demitida da banda e decidiu seguir em carreira solo. Hoje, a cantora finlandesa dona de uma voz incomparável já tem três álbuns, o mais recente é o “What lies beneath”, de 2010.

Eu sou fã da Tarja desde 2003, quando conheci o Nightwish. Sempre fui fã da banda, mas minha devoção sempre foi a ela, então, quando ela saiu, eu fui junto. Decidi que seguiria Tarja aonde quer que ela fosse. Se ela fosse focar na carreira clássica, eu estaria com ela; se ela fosse continuar no metal, eu também a seguiria. Para o bem de todos, ela decidiu ficar com as duas carreiras.

As músicas com o Nightwish são fantásticas, mas eu não fiquei com medo quando soube que ela seguiria carreira solo no metal: eu sabia que ela faria ainda melhor. E foi. E é.

No dia 15 de março desse ano, eu fui a Brasília assistir minha Diva do metal ao vivo. Fiquei na casa de uma grande amiga, a Mari. Os pais dela foram me levar lá no local do show. Rodamos um pouquinho pra encontrar, mas havia placas indicativas. A cada placa que eu via, meu sangue gelava. Era real, eu iria assistir ao show da cantora que eu mais amo no mundo inteiro, que eu sou fã há quase 10 anos. O Clube dos Subtenentes e Sargentos (Clube do Rocha - SCES Trecho 2) não era o lugar ideal pra Diva Internacional do Metal se apresentar, mas eu não vou mentir que adorei. O problema é que o Clube não era muito grande, mas foi exatamente isso que possibilitou meu lugarzinho colado na grade, de frente pra meu ídolo, só pra confirmar que depois do sucesso do álbum “My Winter Storm” – que realmente colocou a Tarja de volta no mundo do metal – ela poderia fazer ainda melhor: What Lies Beneath.

A turnê passou por São Paulo, Rio de janeiro e Brasília. Dessa vez, ela estava acompanhada por grandes nomes da música: Mike Terrana (Masterplan, ex-Rage) na bateria, Christian Kretschmar (Schiller) nos teclados, Doug Wimbish (Living Colour) no baixo, Julian Barrett (Barilari) na guitarra e Max Lilja (ex-Apocalyptica) no violoncelo.

Fui sozinho ao show. I mean, a Mari não gosta muito do estilo e eu não conhecia mais ninguém de lá que gostasse. Eu sei que fiz amizades lá na fila quilométrica, mas infelizmente, ao longo do show fui perdendo as pessoas de vista. O show começou e a cada música, a cada estrofe cantada eu me arrepiava, e cantava, e chorava, e gritava, e tirava fotos, e filmava e morria. Sem uma sombra de dúvida esse foi o melhor show da minha vida.

A Tarja foi absolutamente simpática no show e a interação com os fãs só os levavam à loucura – principalmente quando ela falava em português (muito bom, por sinal). Eu mesmo chorei, cantei, gritei, filmei, tirei fotos E PEGUEI A GARRAFINHA DE ÁGUA QUE ELA JOGOU! Sim, sou fã mesmo.

Tarja desceu ao palco (o camarim era em cima :) ) às 22h cantando “Dark Star”. Até metade da música ninguém conseguia ouvir direito a letra, a gritaria era realmente ensurdecedora. Começou ali uma das melhores noites da minha vida. Depois que abriu o show, Tarja cantou “My Little Phoenix”, do cd “My Winter Storm”. Na sequência, “The Crying Moon” (exclusiva no show de Brasília) e o sucesso absoluto “I Walk Alone”. Finalizou a primeira parte do show com “Falling Awake” e “I Feel Immortal”, ambas do cd novo.



Eu não sabia o que fazia, sério. Queria filmar o show todo, tirar foto de todos os momentos, cantar mais alto que todo mundo, gritar até minha garganta sangrar e chorar todos os sentimentos adormecidos que as músicas magníficas da Tarja traziam a cada acorde. Enquanto ela estava trocando a roupa linda do começo do show por outra mais linda, o Mike Terrana fez um solo de bateria fantástico, seguido por pequenos solos dos outros músicos. Todos incríveis – e melhores que os do Nightwish, se me permitem dizer (Ok, é só despeito, são todos bons).

Quando ela voltou ao palco, imperiosa, cantou “Little Lies” e “Underneath”, do cd novo. A surpresa veio depois: “Wishmaster”, da época do Nightwish. Meu Deus, o clube explodiu! Os fãs deliraram! Pulamos, gritamos, cantamos... Enlouquecemos! Foi aí que, logo após finalizar a música, Tarja conversou um pouquinho com a gente em português, trazendo outro grande sucesso da época do Nightwish, “Higher Than Hope”, num set acústico que incluiu ainda “We Are”, “Minor Heaven” e “The Archive Of Lost Dreams”. Minha Diva tocou o piano e cantou divinamente. Mais inevitáveis lágrimas.

Na terceira e última parte do show, assim como numa dissertação bem estruturada, a Tarja arrasou milhões na conclusão: com um vestido branco maravilhoso, cantou “Ciaran’s Well”, “In for a Kill”, “Where were you last night”, “Die Alive” e por último, “Until My Last Breath”, fechando uma das melhores noites da minha vida com chave de diamante.



A viagem inteira pra Brasília foi incrível, mas eu vou guardar esse show no ‘arquivo dos meus sonhos realizados’ porque não há como dizer menos: foi absolutamente perfeito, emocionante, incrível, magnífico e uma porção de outros adjetivos que poderia usar.

♫ Naiad - Tarja Turunen

-20:43h

Lohan;

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse


Eu fiquei arrasado quando soube da morte da Amy Winehouse.
Comecei a gostar dela com minha amiga Jessica. Logo que ouvi me encantei por tamanho talento. E não só por isso. A Amy tinha uma alma que vivia em constante tortura, uma sensibilidade ímpar. Eu sempre me identifiquei muito com ela, sem falar de suas músicas.
Minha tia costumava dizer que ela tinha uns olhos tristes, quase inocentes. E era mesmo. A Amy tava perdida nesse mundo. Pra mim, ela sempre foi muito a frente dessa sociedade, por isso que, não aguentando, teve de se refugiar dentro de si mesma usando de subterfúgios que, infelizmente, a levaram pra longe da sobriedade física e mental.
Eu nunca havia chorado pela morte de alguém famoso, de um ídolo. Hoje lágrimas foram inevitáveis. A Amy esteve presente numa fase muito difícil da minha vida. Numa fase onde era ela quem me segurava de depressões e desejos ruins. Por mais controverso que isso possa parecer, tendo em vista a letra de suas músicas maravilhosas. Era assim.
Eu ainda lembro muito bem quando "Wake Up Alone" era meu hino e todos os dias eu escutava antes de dormir. Assim como "Rehab" que todos as vezes que eu ia pra boate, era seu remix que tava divertindo todo mundo. Não esquecendo "Tears Dry On Their Own", a trilha sonora da recuperação, ou "Monkey Man", dos pulos e passos de dança frenéticos.
Apesar de escândalos e depressões, a Amy Winehouse se fincou num patamar alto da cultura pop. Ainda que sua vida pessoal atrapalhasse muito sua carreira, não havia nada que ela fizesse por aí que impedisse qualquer pessoa que ouvisse sua voz cálida de se emocionar. A Amy Winehouse tocava mesmo as pessoas que se viam nela, gostavam dela, ouviam suas músicas.
Nossa, mas eu senti muito a morte dela. Honestamente, ainda preferia que amanhã o jornal dissesse que foi tudo uma jogada de marketing.
Nem sei o que falar direito, ainda to meio que em choque. Agora, "in your way, in this blue shade, my tears dry on their own".

♫ Wake Up Alone - Amy Winehouse

- 14:45h

Lohan;