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Estudante de jornalismo, apaixonado por Chicklit, música, seriados e devaneios.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dia do Orgulho Heterossexual

Eu fico me perguntando pra que um dia do Orgulho Heterossexual. Não, sério. Por que? Eu respeito muito a diversidade, lógico. Essa variedade, convivência de ideias, é o que faz o mundo. Por um momento, eu até fiquei meio pensativo quanto a isso. Mas não, eu não concordo com o Dia do Orgulho Heterossexual.

O Dia do Orgulho Gay surgiu após a Rebelião de Stonewall, em 1969. Foi nessa rebelião que, pela primeira vez, a comunidade LGBT, em grande número, lutou para acabar com os maus tratos da polícia para com a comunidade. E já não é segredo pra ninguém que esse tipo de preconceito existe desde sempre, por assim dizer.

Eu me pergunto por que os heterossexuais precisam de um dia como esses. Porque, pelo que eu sei e observo por aí, heterossexuais não são julgados por sua orientação sexual. Que eu sabia, heterossexuais não apanham e morrem porque amam pessoas do sexo oposto. Então, pelo que eu entendo, os heterossexuais tem um caminho absolutamente aberto para ser quem são. Não há violência contra heterossexuais quanto a sua condição sexual. Não há contra o que protestar.

O vereador Carlos Apolinário, autor do projeto do Dia do Orgulho Heterossexual, afirmou que seu objetivo não é ir contra a comunidade gay. Ele disse que o projeto foi apenas uma forma de se manifestar contra "excessos e privilégios" destinados à comunidade gay. Aí eu paro pra me perguntar de novo: que privilégios? Os de não poder demonstrar afeto publicamente sem ter medo de quem está olhando? Ou talvez o de ser espancado até a morte por ser gay. Não, não! Provavelmente é o privilégio de não ser aceito pela sociedade.

Esse projeto ridiculariza a cidadania da população LGBT. É como se a luta constante da comunidade não valesse de nada. Eu concordo com a ABGLT: Esse projeto é uma exposição de mediocridade ignorante para o mundo. E é uma pena que São Paulo, vista como capital “cabeça aberta”, seja palco dessa mesquinharia sem tamanho.

♫ Mine Again - Mariah Carey

- 18:57h

Lohan;

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tatuagem: arte viva

A tatuagem é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Embora ainda envolto por bastante preconceito, esse desenho permanente feito na pele é uma forma de arte viva. E não é recente: há diversas provas de que a prática de tatuar começou séculos antes de Cristo, no Egito.

Como quase tudo que fugia aos padrões sociais, a tatuagem também foi banida e marginalizada, sem surpresa, pela Igreja Católica. E já que a Igreja considerava tudo o que não lhe fosse conveniente um pecado, essa forma de arte passou a ser considera demoníaca.

Atualmente esse preconceito todo tem diminuído, bem como o de tantos outros temas que a Igreja Católica impôs como errado, pecaminoso, demoníaco. Hoje em dia as tatuagens já são consideradas normais por uma quantidade enorme da população. Não tenho números exatos, mas li uma reportagem que apontava números altos.

Seja para se sentir rebelde, sexy, confiante ou eternizar algo de significado no corpo, as tatuagens estão aí quebrando essa aura de tabus, se tornando rotina na vida das pessoas. Eu tenho cinco: um heartagram, uma rosa, uma frase, um diamante e uma pimenta. Todas elas tem seus significados e em determinadas épocas foram essenciais.

A primeira tatuagem que fiz foi o Heartagram; sem dúvida, minha paixão. O símbolo foi criado por Ville Valo, vocalista de uma das minhas bandas favoritas, H.I.M. (His Infernal Majesty). O Heartagram é a mistura de um coração com um pentagrama invertido. E não, não é nada satânico ou de religião ocultista, como muitos pensam. Representa apenas o equilíbrio entre os extremos; a vida e a morte, o amor e o ódio, que, além de ser tema da maioria das músicas incríveis do HIM, define muito minha personalidade. Eu amo essa tatuagem e tenho certeza que amarei sempre.

Minha segunda tatuagem não foi nenhuma das descritas. Na verdade, foi um “A”. Sim, eu também caí na burrada de tatuar a letra de uma pessoa outrora importante. O problema é que relacionamentos tendem a acabar. Acabou também a tatuagem. Assim que o namoro terminou, eu senti vontade de raspar minha pele com qualquer objeto cortante. Preferia uma cicatriz àquela tatuagem. Graças a Deus decidi apenas cobri-la. Coloquei uma rosa no lugar. Embora não tenha sido um desenho que eu sempre tive vontade de tatuar, representa bem a situação. É uma rosa fétida e traduz tudo o que restou daquele relacionamento e de alguns outros que tive depois. Essa tatuagem representa amores frustrados e, acredite, está presente em minha vida.

A terceira e a quarta, eu fiz de vez. Certo dia eu estava conversando com uma amiga bastante próxima sobre tatuagens, e quais seriam as próximas, e quando faríamos e essas coisas... E eu disse que queria tatuar um diamante. Ela disse que queria tatuar uma pimenta. Eu me apaixonei pela pimenta. Ela se apaixonou pelo diamante. Ambos tatuamos os dois desenhos. Tenho o diamante no ombro e ele também me define muito. Nada muito complexo. Eu sou um diamante, pronto. A pimenta... Bom... Você sabe.

Minha quinta – e não última – tatuagem, eu fiz antes de ontem. Já queria fazer há algum tempo, mas situações me impediram. Tatuei a frase “Some like it cold”, nome da minha música preferida de outra de minhas bandas favoritas, Xandria. É, pode ser traduzido de diversas formas, até porque esse “it” pode se referir a uma imensidão de coisas. Pra mim, tem até mais de um significado, mas há um em especial que faz parte da minha essência.


Todas as minhas tatuagens são em locais estratégicos, por assim dizer. Se eu estiver completamente vestido, não há como ver nenhuma delas. Eu nem queria assim, sabe? Mas, infelizmente, a sociedade ainda não compartilha da minha opinião, então, como eu pretendo crescer profissionalmente, tenho que mantê-las escondidas. E é somente por isso, viu? Senão, certeza que eu teria mais umas 40 tatuagens espalhadas pelo corpo inteiro.

I Just Love Tattoos.

♫ Some Like it Cold - Xandria

- 16:45h

Lohan;

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse


Eu fiquei arrasado quando soube da morte da Amy Winehouse.
Comecei a gostar dela com minha amiga Jessica. Logo que ouvi me encantei por tamanho talento. E não só por isso. A Amy tinha uma alma que vivia em constante tortura, uma sensibilidade ímpar. Eu sempre me identifiquei muito com ela, sem falar de suas músicas.
Minha tia costumava dizer que ela tinha uns olhos tristes, quase inocentes. E era mesmo. A Amy tava perdida nesse mundo. Pra mim, ela sempre foi muito a frente dessa sociedade, por isso que, não aguentando, teve de se refugiar dentro de si mesma usando de subterfúgios que, infelizmente, a levaram pra longe da sobriedade física e mental.
Eu nunca havia chorado pela morte de alguém famoso, de um ídolo. Hoje lágrimas foram inevitáveis. A Amy esteve presente numa fase muito difícil da minha vida. Numa fase onde era ela quem me segurava de depressões e desejos ruins. Por mais controverso que isso possa parecer, tendo em vista a letra de suas músicas maravilhosas. Era assim.
Eu ainda lembro muito bem quando "Wake Up Alone" era meu hino e todos os dias eu escutava antes de dormir. Assim como "Rehab" que todos as vezes que eu ia pra boate, era seu remix que tava divertindo todo mundo. Não esquecendo "Tears Dry On Their Own", a trilha sonora da recuperação, ou "Monkey Man", dos pulos e passos de dança frenéticos.
Apesar de escândalos e depressões, a Amy Winehouse se fincou num patamar alto da cultura pop. Ainda que sua vida pessoal atrapalhasse muito sua carreira, não havia nada que ela fizesse por aí que impedisse qualquer pessoa que ouvisse sua voz cálida de se emocionar. A Amy Winehouse tocava mesmo as pessoas que se viam nela, gostavam dela, ouviam suas músicas.
Nossa, mas eu senti muito a morte dela. Honestamente, ainda preferia que amanhã o jornal dissesse que foi tudo uma jogada de marketing.
Nem sei o que falar direito, ainda to meio que em choque. Agora, "in your way, in this blue shade, my tears dry on their own".

♫ Wake Up Alone - Amy Winehouse

- 14:45h

Lohan;


sábado, 16 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2




Eu não resisti e fui à premieré de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 no Cinemark. Eu já fui muito fã da saga, sabe? Mas o tempo foi passando e eu comecei a me apaixonar por outras coisas; Harry Potter ficou um pouco pra trás, mas nunca esquecido. Ainda me considero fã da saga. Já li todos os livros e alguns outros randômicos, assisti aos filmes todos, leio matérias sobre a estória e os atores... Coisas que, a meu ver, são os fãs que fazem. Lógico que existem fãs e fãs, né? Qualquer pessoa que fosse à premieré antes de ontem perceberia isso.

Quando eu cheguei ao shooping Jardins, às 21:30h, as filas que se estendiam na entrada do cinema e na entrada da sala já eram realmente grandes. Minutos antes de abrir a sala, a fila que eu estava, da sala legendada, já tomava proporções homéricas para uma estréia de filme em Aracaju. Não preciso relatar como foi quando as portas se abriram, né? No fim, deu tudo certo. Sentei perto dos meus amigos fanáticos (aumentando a palavra fã) e já sabia que ouviria fungadas constantes durante o filme. O que eu não sabia é que eu iria chorar. E eu chorei. Discretamente, mas chorei.

O filme foi realmente emocionante. E eu tenho a impressão que foi emocionante pra quem leu e quem não leu a saga. Não vou falar do filme porque, além de ser spoiler, não sou crítico de cinema (nem mesmo entusiasta), no entanto, é necessário frisar a interpretação de todos os atores. Eles melhoram muito, de verdade. Principalmente o Daniel Radcliffe que, sinceramente, era o ator menos preparado, a meu ver, pra encarnar a personagem. Ele pode até ser um bom ator, mas nunca foi um bom Harry Potter. Nesse filme ele me surpreendeu. É claro que, dos jovens, ninguém da um show como Emma Watson que, verdadeiramente, tem o espírito Shakespereano. Perdoem-me os entendidos, mas a Emma interpreta de um jeito maravilhoso, tem o drama dentro de si. Os outros atores também são fenomenais. Alan Rickman, Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes são os meus preferidos (sim, as personagens influenciaram na minha escolha) e interpretaram cenas arrebatadoras nesse filme. A Helena não apareceu muito, mas, honestamente, a cena em que ela, como Belatrix Lestrange, luta com Julie Walters, como Molly Weasley, é fantástica. E ela não precisa falar uma palavra. Quanto aos outros dois, assistam ao filme.

Harry Potter esteve presente na vida de muita gente por mais de uma década, lágrimas eram absolutamente previsíveis. Dói um pouco saber que a saga acabou. Mesmo que eu não estivesse inteirado em absoluto como alguns de meus amigos que fazem parte de fã clube, procuram avidamente por notícias, comentam sobre a série todos os dias e outras coisas de fã, ainda assim, havia aquela certeza de que no meio ou final do próximo ano, outro filme viria. Hoje não mais. Acabou. Não há dúvidas de que Harry Potter vai ficar no coração de todos aqueles que acompanharam a jornada literária e cinematográfica, se emocionando e vivenciando os dilemas de todas as fantásticas personagens.

Um viva a J.K.Rowling! <3

- 15:28h

Lohan;

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O assalto da semana passada

É verdade, Aracaju é uma das capitais mais seguras do litoral nordestino, como mostram pesquisas várias. No entanto, na capital da "Qualidade de vida" ainda há situações diversas sem resolução, quiçá preocupação, acontecendo todos os dias em bairros espalhados na cidade.

Há cerca de uma semana eu fui assaltado na Zona Sul da cidade. Mais especificamente no Bairro Atalaia. Qualquer situação de assalto é traumatizante, é um senso comum. "Dois elementos não identificados", como está especificado no boletim de ocorrência que fiz na Delegacia do Turismo, levaram minha bolsa com inúmeros pertences dentro. E por mais que eu tenha pedido pra deixar ao menos meus documentos, é claro que eles não ouviram. Entre "passa logo senão te estouro" e "vou te furar todo", entreguei minha bolsa, meu celular e meu boné. Esperei eles pedirem meu tênis ou me deixarem sem roupa, mas graças a Deus isso não aconteceu. Tudo bem, essa ainda é uma situação rotineira no Estado. Vou falar da grande diferença agora.

Os "dois elementos não identificados", na verdade, foram identificados porque eu, como estudante de jornalismo que sou, procurei saber entre moradores da redondeza e pessoas que de meu convívio os fatos. Uma conversa ali e outra aqui, descobri que esses dois elementos moram ali perto e estão naquela rua, Eng João Carvalho de Aragão, praticamente todos os dias, espreitando nas esquinas, esperando pessoas passarem por lá. E descobri mais! No dia em que eu fui assaltado, por volta das 22h, mais cinco pessoas já tinham passado pela mesma situação.

Eu relatei tudo isso a escrivã da Delegacia do Turismo, situada na Avenida Santos Dumont, na orla de Atalaia. Entretanto, além de o atendimento ter sido realmente constrangedor pra mim, uma vez que a funcionária, entre risos, fez pouco caso do ocorrido em virtude da descrição dos assaltantes, a atenção dada pela polícia não foi a esperada por um cidadão que cumpre seus deveres e está à procura de seus direitos. E eu digo isso porque continuo buscando informações tanto dos moradores daquela área, que continuam relatando assaltos nos mesmos lugares, quanto da polícia que, por mim esperado, só sabe dizer que está trabalhando nas denúncias.

Eu não estou dentro da polícia, por isso não posso acompanhar o trabalho de perto, mas tendo em vista todos os contras da situação ainda decorrente, só posso concluir, sem muitas elocubrações, que por mais que possa haver disposição, preocupação é inexistente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

When have I come so undone?


I used to think I was a slave to the dark and, despite everything I’ve done before, It wouldn't've helped if you’d waited for me. I know I'm not a saint, everyone can see it, but every single day those dark thoughts come again; the dawn is when it starts. It’s like a shadow of my own oblivion and I can’t see mercy’s face.
I’m frozen in time, yearning forbidden wishes. I’m so damned with all those scars of my broken kisses. Completely weary deep inside. It seems like tomorrow is blind and all I can wait for is an eternal night.
It’s been a long time since the wind took me away from you, but now my sins are fading into view, no matter the next morning light. Although I’m alone right now, I hope someday, on the road to your own perdition, I may see you again in the same coal-blackened rain I was yesterday.
I know you can see me right here and I know you’re glad to see I'm dying in every single dawn. But it’s ok, just take my longings and believe them all. Light a forever-burning candle if you do it because you’ve always known I breathe love.
Right now the magic seems so far... I don't wanna be here, but there are things I’ve got to know while my blood is running. I need to leave this unforgiven place, be healed by the sun.
Think of me and light a way for me to walk on from the ashes to the sky, burn all the thorns in the roses I have, so that I can think about hold on them again. Trust me, I know I'm right even I’ve gone too far.
Leave everything where you are.

- 5:13

Lohan;