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Estudante de jornalismo, apaixonado por Chicklit, música, seriados e devaneios.

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse


Eu fiquei arrasado quando soube da morte da Amy Winehouse.
Comecei a gostar dela com minha amiga Jessica. Logo que ouvi me encantei por tamanho talento. E não só por isso. A Amy tinha uma alma que vivia em constante tortura, uma sensibilidade ímpar. Eu sempre me identifiquei muito com ela, sem falar de suas músicas.
Minha tia costumava dizer que ela tinha uns olhos tristes, quase inocentes. E era mesmo. A Amy tava perdida nesse mundo. Pra mim, ela sempre foi muito a frente dessa sociedade, por isso que, não aguentando, teve de se refugiar dentro de si mesma usando de subterfúgios que, infelizmente, a levaram pra longe da sobriedade física e mental.
Eu nunca havia chorado pela morte de alguém famoso, de um ídolo. Hoje lágrimas foram inevitáveis. A Amy esteve presente numa fase muito difícil da minha vida. Numa fase onde era ela quem me segurava de depressões e desejos ruins. Por mais controverso que isso possa parecer, tendo em vista a letra de suas músicas maravilhosas. Era assim.
Eu ainda lembro muito bem quando "Wake Up Alone" era meu hino e todos os dias eu escutava antes de dormir. Assim como "Rehab" que todos as vezes que eu ia pra boate, era seu remix que tava divertindo todo mundo. Não esquecendo "Tears Dry On Their Own", a trilha sonora da recuperação, ou "Monkey Man", dos pulos e passos de dança frenéticos.
Apesar de escândalos e depressões, a Amy Winehouse se fincou num patamar alto da cultura pop. Ainda que sua vida pessoal atrapalhasse muito sua carreira, não havia nada que ela fizesse por aí que impedisse qualquer pessoa que ouvisse sua voz cálida de se emocionar. A Amy Winehouse tocava mesmo as pessoas que se viam nela, gostavam dela, ouviam suas músicas.
Nossa, mas eu senti muito a morte dela. Honestamente, ainda preferia que amanhã o jornal dissesse que foi tudo uma jogada de marketing.
Nem sei o que falar direito, ainda to meio que em choque. Agora, "in your way, in this blue shade, my tears dry on their own".

♫ Wake Up Alone - Amy Winehouse

- 14:45h

Lohan;


sábado, 16 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2




Eu não resisti e fui à premieré de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 no Cinemark. Eu já fui muito fã da saga, sabe? Mas o tempo foi passando e eu comecei a me apaixonar por outras coisas; Harry Potter ficou um pouco pra trás, mas nunca esquecido. Ainda me considero fã da saga. Já li todos os livros e alguns outros randômicos, assisti aos filmes todos, leio matérias sobre a estória e os atores... Coisas que, a meu ver, são os fãs que fazem. Lógico que existem fãs e fãs, né? Qualquer pessoa que fosse à premieré antes de ontem perceberia isso.

Quando eu cheguei ao shooping Jardins, às 21:30h, as filas que se estendiam na entrada do cinema e na entrada da sala já eram realmente grandes. Minutos antes de abrir a sala, a fila que eu estava, da sala legendada, já tomava proporções homéricas para uma estréia de filme em Aracaju. Não preciso relatar como foi quando as portas se abriram, né? No fim, deu tudo certo. Sentei perto dos meus amigos fanáticos (aumentando a palavra fã) e já sabia que ouviria fungadas constantes durante o filme. O que eu não sabia é que eu iria chorar. E eu chorei. Discretamente, mas chorei.

O filme foi realmente emocionante. E eu tenho a impressão que foi emocionante pra quem leu e quem não leu a saga. Não vou falar do filme porque, além de ser spoiler, não sou crítico de cinema (nem mesmo entusiasta), no entanto, é necessário frisar a interpretação de todos os atores. Eles melhoram muito, de verdade. Principalmente o Daniel Radcliffe que, sinceramente, era o ator menos preparado, a meu ver, pra encarnar a personagem. Ele pode até ser um bom ator, mas nunca foi um bom Harry Potter. Nesse filme ele me surpreendeu. É claro que, dos jovens, ninguém da um show como Emma Watson que, verdadeiramente, tem o espírito Shakespereano. Perdoem-me os entendidos, mas a Emma interpreta de um jeito maravilhoso, tem o drama dentro de si. Os outros atores também são fenomenais. Alan Rickman, Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes são os meus preferidos (sim, as personagens influenciaram na minha escolha) e interpretaram cenas arrebatadoras nesse filme. A Helena não apareceu muito, mas, honestamente, a cena em que ela, como Belatrix Lestrange, luta com Julie Walters, como Molly Weasley, é fantástica. E ela não precisa falar uma palavra. Quanto aos outros dois, assistam ao filme.

Harry Potter esteve presente na vida de muita gente por mais de uma década, lágrimas eram absolutamente previsíveis. Dói um pouco saber que a saga acabou. Mesmo que eu não estivesse inteirado em absoluto como alguns de meus amigos que fazem parte de fã clube, procuram avidamente por notícias, comentam sobre a série todos os dias e outras coisas de fã, ainda assim, havia aquela certeza de que no meio ou final do próximo ano, outro filme viria. Hoje não mais. Acabou. Não há dúvidas de que Harry Potter vai ficar no coração de todos aqueles que acompanharam a jornada literária e cinematográfica, se emocionando e vivenciando os dilemas de todas as fantásticas personagens.

Um viva a J.K.Rowling! <3

- 15:28h

Lohan;

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O assalto da semana passada

É verdade, Aracaju é uma das capitais mais seguras do litoral nordestino, como mostram pesquisas várias. No entanto, na capital da "Qualidade de vida" ainda há situações diversas sem resolução, quiçá preocupação, acontecendo todos os dias em bairros espalhados na cidade.

Há cerca de uma semana eu fui assaltado na Zona Sul da cidade. Mais especificamente no Bairro Atalaia. Qualquer situação de assalto é traumatizante, é um senso comum. "Dois elementos não identificados", como está especificado no boletim de ocorrência que fiz na Delegacia do Turismo, levaram minha bolsa com inúmeros pertences dentro. E por mais que eu tenha pedido pra deixar ao menos meus documentos, é claro que eles não ouviram. Entre "passa logo senão te estouro" e "vou te furar todo", entreguei minha bolsa, meu celular e meu boné. Esperei eles pedirem meu tênis ou me deixarem sem roupa, mas graças a Deus isso não aconteceu. Tudo bem, essa ainda é uma situação rotineira no Estado. Vou falar da grande diferença agora.

Os "dois elementos não identificados", na verdade, foram identificados porque eu, como estudante de jornalismo que sou, procurei saber entre moradores da redondeza e pessoas que de meu convívio os fatos. Uma conversa ali e outra aqui, descobri que esses dois elementos moram ali perto e estão naquela rua, Eng João Carvalho de Aragão, praticamente todos os dias, espreitando nas esquinas, esperando pessoas passarem por lá. E descobri mais! No dia em que eu fui assaltado, por volta das 22h, mais cinco pessoas já tinham passado pela mesma situação.

Eu relatei tudo isso a escrivã da Delegacia do Turismo, situada na Avenida Santos Dumont, na orla de Atalaia. Entretanto, além de o atendimento ter sido realmente constrangedor pra mim, uma vez que a funcionária, entre risos, fez pouco caso do ocorrido em virtude da descrição dos assaltantes, a atenção dada pela polícia não foi a esperada por um cidadão que cumpre seus deveres e está à procura de seus direitos. E eu digo isso porque continuo buscando informações tanto dos moradores daquela área, que continuam relatando assaltos nos mesmos lugares, quanto da polícia que, por mim esperado, só sabe dizer que está trabalhando nas denúncias.

Eu não estou dentro da polícia, por isso não posso acompanhar o trabalho de perto, mas tendo em vista todos os contras da situação ainda decorrente, só posso concluir, sem muitas elocubrações, que por mais que possa haver disposição, preocupação é inexistente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

When have I come so undone?


I used to think I was a slave to the dark and, despite everything I’ve done before, It wouldn't've helped if you’d waited for me. I know I'm not a saint, everyone can see it, but every single day those dark thoughts come again; the dawn is when it starts. It’s like a shadow of my own oblivion and I can’t see mercy’s face.
I’m frozen in time, yearning forbidden wishes. I’m so damned with all those scars of my broken kisses. Completely weary deep inside. It seems like tomorrow is blind and all I can wait for is an eternal night.
It’s been a long time since the wind took me away from you, but now my sins are fading into view, no matter the next morning light. Although I’m alone right now, I hope someday, on the road to your own perdition, I may see you again in the same coal-blackened rain I was yesterday.
I know you can see me right here and I know you’re glad to see I'm dying in every single dawn. But it’s ok, just take my longings and believe them all. Light a forever-burning candle if you do it because you’ve always known I breathe love.
Right now the magic seems so far... I don't wanna be here, but there are things I’ve got to know while my blood is running. I need to leave this unforgiven place, be healed by the sun.
Think of me and light a way for me to walk on from the ashes to the sky, burn all the thorns in the roses I have, so that I can think about hold on them again. Trust me, I know I'm right even I’ve gone too far.
Leave everything where you are.

- 5:13

Lohan;

terça-feira, 28 de junho de 2011

Para amar não há condições, há barreiras.

Ninguém pode controlar o amor.
A gente gosta de alguém por causa de coisas inexplicáveis que a pessoa tem e a gente vê; porém, somadas a essas coisas, há outras condições que não nos servem, que não apreciamos - e mesmo que odiamos. E nem sempre vemos essas condições. Ou tentamos ignorá-las, uma vez na busca desenfreada por amar, ouvir sinos tocando, ter estrelas nos olhos e um corpo nas mãos.
Difícil mesmo é conseguir separar umas condições das outras e saber se o tipo de "amor" que o outro oferece é o que nos serve. Porque sim, há qualidades de "amor" e, por mais lindo que este seja, é melhor que se abra mão dele antes que o mesmo se transforme numa cadeia emocional seríssima de onde não sairemos senão cheios das marcas das torturas físicas e emocionais.
Something like... O outro está disposto a te dar amor, mas o tipo do amor que ele vai te dar é o que serve pra você?
Saber disso é uma necessidade primordial. O desespero de ser sozinho, de estar socialmente "sem par" faz com que as pessoas se lancem em amores que não tem a menor chance de dar certo e todas as chances de dar bastante errado.
O outro não pode se transformar por que você quer, nem pela ação da sua vontade; ele simplesmente é o que é, just like you. A atitude de tentar modificar sua personalidade para agradar o outro também costuma resultar em desastres de proporções inimagináveis, verdadeiros hectatombes emocionais. Um dia tudo que ficou represado arrebenta em avalanches de arrependimento, em enchentes de culpa, terremotos de ira, tsunamis de lágrimas. E não adianta mais nada se já for tarde demais para que a sua vida volte, sem crateras descomunais, ao seu próprio rumo.
Os opostos se atraem, mas só os iguais conseguem coexistir pacificamente SE fizerem pequenas e leves concessões, capazes de ajustar, mas não modificar a rota pessoal, que como o próprio nome afirma, é individual, única e traçada apenas pela pessoa.
E quando acaba... Quando um desses “amores” acaba é uma coisa terrível, fétido como as rosas que, tendo sido perfumadas no momento em que nos são presenteadas, após algum tempo, caso não tenhamos o bom senso de jogar fora, passam a empestear todo o ambiente. A gente ama e constrói os mais belos castelos, aí o amor acaba e você tem que recolher todas as suas peças, uma por uma, em geral na maior solidão.
Por que tem que ser assim? A gente poderia se entregar menos, não confiar inteiramente, já que em geral o amor se acaba primeiro de um lado e, havendo raízes no outro, causa danos irreparáveis.
Sejamos objetivos, então:
Não é pra entregar o coração todo. Não é pra mergulhar de cabeça no mar de prazer, não é pra descobrir que um beijo num lugar determinado da nuca provoca um arrepio sensual, não é para deixar que a língua passeie lentamente sobre a pele, não é para ouvir a mesma música mil vezes e todas as vezes sentir uma alegria irresponsável, não é pra deitar no peito e ouvir o coração bater como se fosse música, não é pra mergulhar tão fundo nos lábios do outro até não se saber mais onde está, não é pra dizer "sempre", "pra sempre", "eternamente", não é pra dizer "sou seu" ou "sou sua". Não é, não é, não é!
No entanto, segurança é coisa que nenhum amor promove, que nenhuma paixão contém. Se for seguro, já não é amor. Proponho que os mistérios íntimos e pessoais não sejam revelados por razões diferentes de segurança, seria mais por pudor, na verdade; mas o amor é físico, a paixão é humana. E se a gente não viver, pelo menos uma vez, uma paixão, um amor, tanto carnal quanto passional, não pode dizer que viveu, não é? É como passar a vida vegetando entre as coisas seguras e inócuas. Não tem lembranças, não tem base emocional, não tem nada.

PS. Pelo amor de Deus, não vem ninguém dizendo "ah, o amor é outra coisa, e é lindo e bla bla bla" stuff.


♫ Try Again - Aaliyah

- 22:21

Lohan;

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desejos mórbidos de um coração sombrio


Ele tinha o desejo da noite persistindo em sua mente, não queria mais nada que não abandonar a tudo e a todos e entregar-se por completo à solidão que mesmo sem sentir, queria que fosse sua amiga, sua amante. Ele havia se tornado em escravo de suas próprias vontades doentias e nada, definitivamente nada, o acordava para a vida; desejava apenas cair e cair. Rogava às estrelas foscas que o levasse para longe de tudo, queria de forma desesperada ser esquecido. Nada mais o motivava; nem os corações que ele havia quebrado, nem os corações que ele quebrava e nem mesmo todos os que ele poderia quebrar.
Congelado no tempo, ele tinha forças para abandonar a mortalha de dor e sofrimento, contudo, não queria isto de verdade; ele não era bom e sabia disso. A sombra da esperança esquecida se dissipava a cada gota de chuva negra e fria que molhava seu corpo cheio de cicatrizes. Ele precisava ser esquecido para habitar, solitário, a rua da perdição tosca que se fazia tão atraente por fazer seus tantos pecados sumirem. Precisava da eternidade da noite e não queria de maneira alguma o sol. Ele odiava a luz e não queria acordar para um outro dia; ele não queria que o esperassem.
Onde estavam os beijos que guardavam vivacidade e calor? Ele não podia responder. Não havia como responder se nem o vento, dono de toda a sabedoria, sabia a resposta. Acaba a misericórdia, acabava a felicidade, acabava a esperança. A partir daquele momento começavam os desejos perdidos, os sentimentos cegos, a tristeza fúnebre. Tudo havia retornado com força máxima, expulsando o amor; aquele sentimento repugnante que o havia transformado, por hora, num ser medíocre e pequeno, cheio de bobagens e pormenores. Tudo havia retornado e retomado seus devidos lugares.
Era ele e somente ele, tão divino e tão amaldiçoado, espreitando e sugando tudo o que podia preencher seu interior gélido de concreto. Não adiantava, era ele junto a todos os espíritos negros que pesavam notoriamente em suas costas.
Ele sabia, ele queria.


♫ Anima Exhalare - Eths

- 12:40h

Lohan;

domingo, 12 de junho de 2011

The great "big" love

I don’t know if what I heard yesterday is true, but I’m gonna write as if it is.
I think everyone has a great “big”* love in life. I mean, you can date, you can love and even be in love with someone, but there’s one person who touches you so deeply that whoever crosses your life after it, is just another one (and of course that person can be loved, but just when you’re together).
Eventually, a relationship ends up and when you're alone (or not) that great and old love walks through your mind. I guess everyone knows what I'm talking about. And if you don’t know, you probably will.
Today I met a mutual friend and she told me you’re with your ex. I don’t know if it's true, but I don’t think she has any reasons to lie. It might be that kind of specific information for a specific recipient; in this case, me. Who the fuck knows? What I do know is that: if it’s true, I admire you. Honestly. I'm sure you have the balls. I mean, coming back to him after all he did to you? Because, according to yourself, hell was better than what you lived while you guys were dating. And I always thought he had been your greatest “big” love, actually. Not only for the things you - intentionally or not – said to me, but for your attitudes while WE were dating.
We loved each other. These past sentences always come in the present, you know? And right now, we know that our love is gone just like the memories, which are going either. I don’t want to keep them, the memories. Unfortunately, most of them are bad. We had our good moments, but the bad ones overlapped them at all.
I'm not mad at you, and frankly, I wish you all the best. Since things remain that way, I want you to be truly happy.
A great “big” love stays within us for an entire life (or more than one). And unfortunately, it’s rare when you are the beloved one of your greatest love. Most of time, he’s the one who broke your heart in countless pieces. After the rage of having your heart broken, comes peace; all that remains are the good memories of a time when you were happy.
Today I remember the moments I had with my great "big" love with a couple of sad smiles which are attached to my persona. I don’t need to be with him to be happy. But I admire you for doing it.
You know, before I open this notebook to write down, my hands were shaking ... I was shivering. You know, when words are popping into my brain, it sends them to my fingers and everything just needs to be written. But it took me a long time to do it, so, all I had to write, in some way, just vanished. Now it’s just a simple and clean letter. Because right now, I feel simple and clean.


* "Big" love is an alusion for Carrie Bradshaw's "Big" - love.


♫ Sleepwalking Past Hope - H.I.M.

- 16:52

Lohan;